
Tempo, Noosfera e a Era Ecozoica
Entre o céu e a terra, o Humano que pensa Ecologia
Unidos pela mente, Noosfera
Entregues à própria casa, o alvorecer da Liberdade
A Nova Era Ecozoica (Thomas Berry) pressupõe o retorno do Humano ao próprio lar. Um ato de inteligência que garante à espécie que mais altera o próprio ecossistema, o perpetuar da vida.
A evolução da espécie humana se desenvolve em um Cosmos que organiza a si mesmo dentro de uma dinâmica perfeita composta por centramento, atração, emergência, homeostase, cataclismo, sinergia, transmutação, cerebralização, radiância e interrelação (Brian Swimme).
Deixando para trás a obsoleta perspectiva de um Universo em uma caixa – como concebida e difundida pela “consciência moderna” (industrial) – libertamo-nos como consciência coletiva livre e fluida na Comunidade da Terra (Mary Evelyn Tucker).
Pois, se desde os primórdios o Cosmos confere a gênesis e o Homem participa como protagonista, entregando a este mesmo Cosmos o conhecimento de si mesmo, é impossível conceber que sejamos tão alienados da própria história e desconectados desta mesma força e origem, que estejamos destruindo nossa própria casa. Não pode, pois, o desenvolvimento do pensamento criar tamanha dissonância com o próprio útero que o gerou.
Os ossos, como as montanhas
O sangue, oceano
A pele, como a terra
O alento, como o vento
E a vontade, fogo
Cabe, então, à camada pensante do Planeta, o Homem da Noosfera (Teilhard de Chardin) tomar para si a inteligência de que tanto faz uso para separar-se, e coloca-la a serviço de si mesma: um ato de perspicácia em restaurar e manter o equilíbrio dinâmico que gera vida – e não o contrário.
Pergunte-se, por exemplo, de onde vem o papel do seu caderno: ali tem nuvem. Uma nuvem que fez chover nutrindo árvores que, por sua vez, deram nascimento ao papel do seu caderno.
Diversos fatores são determinantes para o surgimento da “consciência moderna” (industrial), um modo de fazer o mundo baseado na ruptura do Humano com o próprio planeta onde habita e de onde todos os recursos para a manutenção da vida se originam.
Sem dúvida, o maior deles e mais impactante é a completa desconexão do Homem, em todas as esferas e níveis.
Estamos desconectados. Desconectados dos ritmos naturais, dos fluxos das águas, do dia e da noite, do solo e do ar. Alienados de nós mesmos. E a causa principal? Ciclos de vida determinados por uma frequência de tempo artificial (José Argüelles), que nenhuma relação estabelece com o Cosmos, o planeta e nós.
Vivemos seguindo um relógio e marcando o espaço entre ponteiros como tempo de vida.
Vivemos contemplando um calendário criado com a finalidade de controlar, cobrar e subjugar.
Vivemos sem questionar de que somos feitos, de onde viemos e para onde vamos.
Devemos devolver os pensamentos à terra.
Sincronizar a mente humana à frequência de tempo natural para reconhecer a consciência cósmica (Stephanie South), livre e fluida, capaz de sintonizar o tempo fractal e instantâneo (Kerri Welch).
Recuperando autonomia, criatividade e gerando vida.
Partimos do futuro, chegamos a nós
Imagine o mundo que você quer
Imagine a vida que você quer
Imagine o você que você quer
Um só tempo, uma só terra, uma só mente
Para além do que sentimos e pensamos: aquilo que fazemos.
Leilane Mott
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